Juventudes “encerradas”: extermínio e aprisionamento segundo opressões de classe, raça e gênero

Autores

  • Beatriz Gershenson Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Escola de Humanidades da PUCRS
  • Guilherme Gomes Ferreira Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Escola de Humanidades da PUCRS e Centro de Investigações e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL)
  • Lisélen de Freitas Ávila Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Escola de Humanidades da PUCRS
  • Carla Oliveira Jacques Curso de Serviço Social da Escola de Humanidades da PUCRS

DOI:

https://doi.org/10.18315/argum..v9i1.13724

Resumo

Temos presenciado um clamor cada vez maior por políticas de recrudescimento penal e de punição das classes consideradas perigosas, que não por acaso são aquelas que experimentam processos intensos de vulnerabilidade socioeconômica ao mesmo tempo em que também se caracterizam como oprimidas segundo outros marcadores como raça/etnia e gênero. Esse populismo punitivo, portanto, é dirigido especialmente às juventudes, população que mais é exterminada e aprisionada no Brasil. O intento deste trabalho – fruto de revisão teórica crítica como etapa de projeto de investigação atualmente em curso – é estabelecer relações entre os sistemas de opressão de classe, raça e gênero e a vulnerabilidade e seletividade penal experimentadas pelas juventudes brasileiras. Nossa hipótese é que marcadores sociais determinados aprofundam e acirram as possibilidades de as juventudes periféricas serem consideradas uma população passível de extermínio e aprisionamento, sendo suas vidas consideradas abjetas e desqualificadas no processo de produção e reprodução social.

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Biografia do Autor

Beatriz Gershenson, Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Escola de Humanidades da PUCRS

Coordenadora do Grupo de Pesquisas e Estudos em Ética e Direitos Humanos da PUCRS. Doutora em Serviço Social. Professora Titular do Curso de Serviço Social e do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Escola de Humanidades da PUCRS. Bolsista Produtividade do CNPq. Vice-editora da Revista Textos & Contextos (Porto Alegre) e membro do conselho editorial da Revista Katalysis da UFSC. E- mail: beatrizg@pucrs.br

Guilherme Gomes Ferreira, Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Escola de Humanidades da PUCRS e Centro de Investigações e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL)

Pesquisador do Grupo de Pesquisas e Estudos em Ética e Direitos Humanos da PUCRS e do Núcleo de Doutorandos Latino-Americanos do ISCTE-IUL. Assistente Social, Mestre em Serviço Social e Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Escola de Humanidades da PUCRS, com bolsa integral da CAPES e bolsista PDSE/CAPES – Processo n. 7441/15-0 com período sanduíche no Centro de Investigações e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), E-mail: guih@live.it 

Lisélen de Freitas Ávila, Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Escola de Humanidades da PUCRS

Pesquisadora do Grupo de Pesquisas e Estudos em Ética e Direitos Humanos da PUCRS. Assistente Social, Mestra em Serviço Social e Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Escola de Humanidades da PUCRS, com bolsa integral da CAPES. Realizou estágio doutoral – PDSE/CAPES - no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Portugal, em 2015. E-mail: liselenavila@gmail.com

Carla Oliveira Jacques, Curso de Serviço Social da Escola de Humanidades da PUCRS

Bolsista de iniciação científica pelo CNPq no Grupo de Pesquisas e Estudos em Ética e Direitos Humanos da PUCRS. Estudante do Curso de Serviço Social da Escola de Humanidades da PUCRS. Estagiária no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. E-mail: carla.ojacques@hotmail.com

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Arquivos adicionais

Publicado

2017-05-21

Como Citar

Gershenson, B., Gomes Ferreira, G., de Freitas Ávila, L., & Oliveira Jacques, C. (2017). Juventudes “encerradas”: extermínio e aprisionamento segundo opressões de classe, raça e gênero. Argumentum, 9(1), 119–133. https://doi.org/10.18315/argum.v9i1.13724