Juventudes “encerradas”: extermínio e aprisionamento segundo opressões de classe, raça e gênero

Beatriz Gershenson, Guilherme Gomes Ferreira, Lisélen de Freitas Ávila, Carla Oliveira Jacques

Resumo


Temos presenciado um clamor cada vez maior por políticas de recrudescimento penal e de punição das classes consideradas perigosas, que não por acaso são aquelas que experimentam processos intensos de vulnerabilidade socioeconômica ao mesmo tempo em que também se caracterizam como oprimidas segundo outros marcadores como raça/etnia e gênero. Esse populismo punitivo, portanto, é dirigido especialmente às juventudes, população que mais é exterminada e aprisionada no Brasil. O intento deste trabalho – fruto de revisão teórica crítica como etapa de projeto de investigação atualmente em curso – é estabelecer relações entre os sistemas de opressão de classe, raça e gênero e a vulnerabilidade e seletividade penal experimentadas pelas juventudes brasileiras. Nossa hipótese é que marcadores sociais determinados aprofundam e acirram as possibilidades de as juventudes periféricas serem consideradas uma população passível de extermínio e aprisionamento, sendo suas vidas consideradas abjetas e desqualificadas no processo de produção e reprodução social.


Palavras-chave


Juventudes. Violência. Seletividade Penal. Raça. Gênero.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18315/argum..v9i1.13724

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